— Meu Deus! O que foi que aconteceu?
— Um desastre! Bati o carro.
— Mas como?
— Na hora H, o freio falhou.
— Alguém se machucou?
— Não, ninguém. Foi só o susto. Mas meu carro acabou.
— Ninguém? Ainda bem! Então não se aborreça. A gente, que anda o dia inteiro de carro, para cima e para baixo, está sujeito a essas coisas. A batida parece que foi feia, mas talvez você tenha tido sorte. Poderia ter sido pior. E o seu seguro, naturalmente, vai pagar o prejuízo...
— É aí que está o problema. Sempre tive seguro. Mas ultimamente tenho tido problemas no escritório. Poucos clientes, pouco dinheiro, você sabe como é. Por isso deixei de pagar o seguro. Anos e anos pagando e nenhum acidente. Agora...
— Que situação! Garanto que se você tivesse pago o seguro direitinho, você não teria batido. É sempre assim.
— É, eu sei. Azar meu!